O “tirocínio policial” não existe

O tirocínio policial é usado por muitos policiais para justificar abordagens de todos os tipos, mas será que ele existe mesmo? Este vídeo explica um pouco.

Por que as empresas pagam fortunas para influenciadores que só parecem estar se divertindo o tempo todo?

Todo mundo já parou para pensar nisso enquanto rola o feed. O cara acorda, grava um stories tomando café da manhã numa varanda com vista pro mar, depois testa um carro zero, almoça num restaurante caro, malha com personal e termina o dia bebendo cerveja artesanal com os amigos. E no meio disso tudo ele ainda recomenda um relógio, um curso online ou uma cerveja que mudou a vida dele.

As empresas sabem exatamente o que estão comprando.

A ilusão de diversão constante

influenciadores

Elas não contratam influenciadores porque eles são os melhores no que fazem. Muitos mal sabem usar o produto direito. Contratam porque esses caras vendem a imagem de uma vida que nunca para de ser divertida.

Enquanto você levanta cedo, pega trânsito, briga com planilha no trabalho, volta pra casa cansado e ainda tem que resolver problema de encanamento ou discutir com a mulher sobre conta pra pagar, o influenciador está vivendo o sonho. Pelo menos é a parte que ele mostra.

O ser humano é fraco pra isso. A gente vê aquela sequência de momentos perfeitos e sente um desconforto. Por que a vida dele é assim e a minha não? Essa frustração é o combustível que faz o cara clicar no link, comprar o produto ou seguir o curso. Ao comprar um relógio, muitos acreditam na esperança de que, usando aquilo, ele também vai ter um pedaço daquela vida sem rotina chata.

A vida real de quase todo mundo é ordinária e isso é normal

A maior parte dos dias de qualquer pessoa é feita de coisas banais. Acordar, trabalhar, comer, resolver problemas e dormir. Até os ricos de verdade têm dias assim, só que eles não filmam a parte ruim.

O influenciador profissional filma só os 10% bons e edita pra parecer 100%. Ele grava 3 horas de conteúdo num dia e passa o resto da semana respondendo comentário, negociando propaganda e lidando com a pressão de ter que manter a aparência de vida perfeita. Muitos vivem ansiosos, endividados ou dependentes de validação constante. Mas isso ninguém mostra.

As empresas adoram isso porque é eficiente. Um anúncio tradicional mostra o produto e um influenciador mostra um estilo de vida onde o produto faz parte da diversão, principalmente com público jovem que ainda acredita que a felicidade é um feed bonito.

O perigo dessa ilusão

Entenda, o problema não é o influenciador existir, o problema é a gente começar a medir a própria vida pelo filtro dele.

Você começa a achar que está fracassando porque não viaja todo mês, não troca de carro todo ano e não tem gente elogiando seu café da manhã postado às pressas. Nessa você gasta dinheiro que não tem pra comprar o mesmo tênis, o mesmo relógio ou o mesmo curso que vai mudar tudo. Resultado? Mais frustração e menos dinheiro no bolso para ter coisas que você não gosta, com o dinheiro que você não tem, para agradar gente que, eventualmente, você nem gosta.

Vida boa não é ausência de rotina, vida boa é ter controle da própria rotina. Vida boa é acordar sabendo que suas contas estão pagas, que sua família está bem e que você tem liberdade pra escolher o que fazer, mesmo que seja um churrasco simples no quintal com os amigos de verdade.

Pare de invejar o show e comece a construir a sua história

As empresas vão continuar pagando influenciadores, isso faz parte do jogo do marketing moderno, mas você não precisa comprar a ilusão inteira, nem fazer parte disso.

Tente usar o que presta e ignore o resto. Quer um carro bom? Compre porque ele é confiável, não porque o cara do Instagram filmou acelerando na praia. Quer ficar em forma? Treine porque seu corpo agradece, não pra postar tanquinho que talvez você nem quisesse ter.

A vida ordinária, bem vivida, vale mais que qualquer feed perfeito.

No final das contas, quando a câmera desliga, todo mundo tem que lidar com a realidade e quem construiu patrimônio, caráter e relações verdadeiras, ri por último, sem plateia.

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