Você já ouviu falar no cantor Nelson Ned?

Os mais jovens provavelmente nunca ouviram falar nele, mas foi uma das vozes mais potentes do nosso país e, por que não dizer? Do mundo.

Nelson Ned

Nelson Ned d’Ávila Pinto tinha apenas 1,12m de altura, mas a sua voz ia nas alturas e sua fama ganhou o mundo.

Não era incomum vê-lo encher estádios com fãs para ouvir suas músicas aqui na América Latina, Europa e África, além de ter sido o primeiro brasileiro a vender 1 milhão de discos nos Estados Unidos.

Por conta de sua voz potente, Ned era tratado como rei por onde passava e assim como ele tinha contato com o que havia de melhor no mundo, também tinha contato com tudo de pior.

Em sua biografia, intitulada “O Pequeno Gigante da Canção”, Nelson descreve o seu relacionamento com os cartéis de drogas mais fortes da época: “Quando a pessoa cheira duas carreirinhas de dois centímetros de cocaína pura, sente uma travação total… a cocaína que eu cheirava era deste tipo. Eu trazia para o Brasil quando vinha de Miami. Mantive contato com a alta cúpula do cartel de Medellín e de Cali. Os chefões da cocaína iam a Miami para assistir meus shows. Chegavam lá não como traficantes, e sim como biliardários, acompanhados de suas amantes. Colocavam seus Rolls-Royces e iates à minha disposição… Eles me idolatravam, me consideravam o Sinatra do cartel de Medellín… eles me davam relógios de ouro, solitários de brilhante, me tratavam com muito carinho e respeito. E nem pediam para eu cantar. Só queriam desfrutar da companhia de Nelson Ned, porque eu era um ídolo na Colômbia”.

Nelson não exagera em seu livro quando diz que eles o idolatravam e o consideravam uma espécie de Frank Sinatra. Ele se apresentou com Julio Iglesias e Tony Bennett, por exemplo, tendo lotado quatro vezes o Carnegie Hall e por duas vezes o Madison Square Garden, em Nova York.

Tendo uma fama tão grande, Nelson chegou a sofrer um plágio de sua canção mais famosa, “Tudo Passará”. Os plagiadores? Uma banda “desconhecida aí” chamada Gipsy Kings.

Nelson Ned os processou e venceu.

Assim como alguns outros artistas, como Rodolfo Abrantes, Nelson Ned converteu-se ao cristianismo e dedicou a sua carreira às canções gospel desde 1993.

Ele deu um depoimento emocionante ao Jô Soares com relação a isso:

Em sua música mais famosa, “Tudo Passará”, a última frase é “Só se encontra a felicidade quando se entrega o coração”. Nelson Ned, que tantas drogas usou, passou, mas deixou claro que entregou o coração para Deus e finalmente foi feliz na eternidade.

Um hoax sobre Mia Khalifa se espalhou na internet nas últimas semanas, mas a curiosidade sobre isso é que o nome dela não estava inserido no contexto, apenas sua imagem.

Como publicou o mais antigo site de fact checking do Brasil, E-Farsas, nenhuma brasileira conseguiu o segundo lugar num concurso de física nuclear e muito menos se chama Marcela Pereira.

Aproveitando-se da boa vontade dos brasileiros e usando a Copa do Mundo como mote, o texto dizia o seguinte:

“Essa é Marcela Pereira… estuda na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)…. Acabou de ganhar o segundo lugar no concurso de física nuclear na Rússia mas como não é futebolista nem faz parte de movimentos feministas ninguém se importa…. Vamos compartilhar para apoiar a Marcela!”

O texto, que teve várias versões, era sempre acompanhado desta foto de Mia:

 

Mia Khalifa

Imagina se a moda pega?