Pai que vingou o estupro da filha é condenado a 18 anos de prisão

O que você faria se chegasse em casa, visse sua filha chorando ao fechar o portão, afirmando que foi estuprada e avistar um homem saindo pelo mesmo?

Wanderley Rofeson Loureiro não pensou duas vezes, mandou sua esposa e filha para a casa de sua sogra e entrou em luta corporal com Roni Teodoro do Nascimento.

O caso aconteceu em 2012 e Wanderley disse o seguinte: “Perguntei para ele se havia feito mesmo aquilo e quando me respondeu que sim, eu perdi a cabeça”.

Segundo o site Mídia Mix, o réu ainda disse que amarrou Roni pelos pés e mãos e colocou uma toalha na sua boca para que ele não gritasse, colocando-o posteriormente em sua S-10.

Depois disso, saiu sem rumo, desembocando em um lugar isolado onde tirou Roni do carro e desferiu golpes com uma pedra em sua cabeça até que seu rosto ficasse desfigurado. Dias depois, o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição na MS-080.

“Quero ver qual pai chega em casa, ouve a filha falar que foi estuprada, sai e vai em uma delegacia registrar um BO. Qualquer um que passar por isso faria o mesmo que eu fiz”, disse Wanderley, ao afirmar que após o ocorrido a sua vida acabou.

Wanderley confessou que matou Roni em 2014 depois de a polícia reunir provas de que ele era o autor do assassinato.

A vítima do abuso, hoje com 20 anos, tentou se matar com remédios alguns meses depois de ser estuprada. Sua mãe afirma que a garota ficou mais quieta e chorosa após o ocorrido.

A pena de Wanderley

No último dia 19 o juiz que julgou o caso deu a sentença: Wanderley deverá cumprir 18 anos de prisão em regime fechado por ter matado o homem que estuprou sua filha.

Wanderley Rofeson Loureiro

Foto tirada pelo fotógrafo Henrique Arakaki, da Midiamax

Os jurados não acolheram a tese da defesa, que dizia que o réu agiu por violenta emoção e de acordo com a sentença, pronunciada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, Wanderley foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Como ele respondia o processo em liberdade, Wanderley deve aguardar o tramite judicial, até o cumprimento da pena, usando tornozeleira eletrônica, conforme determinado pelo juiz. A decisão ainda cabe recurso.