Arlindo Anomalia e o Hulk brasileiro, as Aberrações Oleosas

Arlindo Anomalia, já ouviu falar esse nome?

Muito se fala nos “fisiculturistas brasileiros” onde apenas aparecem um bando de analfabeto sem o mínimo conhecimento de causa, os quais queriam se tornar fisiOculturistas, assim como foi ultimamente noticiado o imbecil do ~hulk brasileiro~ , Arlindo Anomalia, o maior trapézio de Curitiba, aquele tal de Forlan, que há muito tempo foi no gugu.

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As pessoas leigas acham que homens como Arlindo Anomalia ficam com aquelas deformidades devido ao uso de esteroides, mas na verdade não é. A técnica usada por eles é a aplicação de SEO’s (Site Enhancing Oil), que é a aplicação local de óleo, para melhoramento do grupo muscular. Claro que eles fazem isso de forma burra, pois é notoriamente que não se melhora nada.

Antigamente se eram tecidos comentários como – determinado atleta é free drugs – ou seja, limpo de uso de recurso ergogênico, natural. Hoje em dia, já se tornou escancarado o (ab)uso de esteroides e o que se fomenta são comentários  sobre atletas serem free synthol. Uso de SEO se tornou muito comum no fisiculturismo, para corrigir imperfeições de assimetria.

Arlindo Anomalia

Arlindo Anomalia, uma vergonha que não faz parte do esporte

A maioria das pessoas acham que existe apenas ADE, Estigor e Synthol, pois esses são os mais comuns no BR,são os tipos usado pelo Arlindo Anomalia. São de uso equino, sendo um complexo de minerais usados em veículo oleoso de alta viscosidade, mas além desses são usados pmma, hidrogel, metacril, boldenona subdosada, ou nandrolona subdosada (geralmente a concentração dessas drogas varia de 200~300mg/ml, para usarem como SEO, a concentração delas é de 20~30mg/ml). Um dos pioneiros era um esteroide que gerava pouco anabolismo, chamado de esilene, mas causava grande inchaço local, então os atletas pensaram “se isso deixa inchaço onde é aplicado, que seja meu bíceps”.

Mas afinal, por qual razão os atletas fariam isso? Um dos fatores mais limitantes para o crescimento muscular é a falta de expansão da fáscia muscular, e é aí que entram as técnicas de SEO’s para alongar essa camada, geralmente usados em off seaon,  mas no palco os profissionais pisam sem eles, ou com o mínimo possível, é retirado/aplicado cuidadosamente por médicos especialistas, devido o fato de precisar de um conhecimento ABSURDO de anatomia humana pra poder administrar as injeções, logo em seguida indo para massagens de modelação miofascial e fora o fato de que para se administrar essas injeções você já deve ter um bom desenvolvimento muscular pra não gerar rejeição do corpo e a região não necrosar, fora a dor gerada. E ainda vale relembrar que eu estou falando do nível mais alto do esporte.

um exemplo de SEO bem feito.

um exemplo de SEO bem feito, diferente do Arlindo Anomalia.

É apenas mais um meio de tentar se sobrepor em relação aos demais, pois isso é competição, e no esporte de alto nível isso vai muito além de apenas injeções, estão inclusas várias substâncias, como metanfetamina, cocaína, agrotóxicos, morfina/pain killers para suportar as dores das inúmeras injeções diárias, diuréticos, sincronizadores de cio bovino e por aí vai. Para os esportistas mais puritanos SEO não é bodybuilding, pois injeções locais não substituem um treino árduo e ótima alimentação, mas para um outro ponto de vista é mais um meio para vencer um objetivo.

Todavia, ultimamente para tristeza de uns e alegria de outros, essa técnica deve estar com seus dias contados, pois o Dr Glaycon Michaels idealizador da iniciativa para as federações, de levar uma máquina de ultra-som para a data de pesagem dos atletas, assim, sendo possível detectar correções morfológicas artificiais (implantes, óleo local e afins). A máquina pega alterações de nervos de 0,001mm de espessura, ou seja, qualquer coisa colocada, mesmo que 0,5ml será acusado na máquina, sendo apontado como corpo estranho (encapsulamento).

Assim absurdos e abusos dessa técnica dentro dos palcos será cada vez menos comum, mas infelizmente fora dos palcos as cenas lamentáveis do mal uso devem continuar, denegrindo cada vez mais a imagem do esporte, o qual já não tem uma boa fama, devido aos atletas serem uma farmácia ambulante. Mas suspeito que deverá haver uma ponderação com relação a isso, pois se analisarmos, todo esteroide vem em um veículo oleoso, os quais administrados de forma intramuscular profunda, e convenhamos que esses caras não devem usar poucos ml’s por dia, logo devem sobrar resquícios dentre as fibras do local da aplicação, se levado ao critério mais rigoroso de qualquer alteração muscular, nem mesmo quem usa recurso ergogênico poderá competir.

Mas mesmo mostrando os dois lados da moeda, como a mídia sempre vai pro lado que gere mais repercussão e audiência, como o Arlindo Anomalia, vale muito mais levar esses imbecis que parecem uma nuvem, do que levar um atleta articulado, capaz de responder com embasamento as questões levantadas sobre o assunto, sem gerar sensacionalismo, então mesmo que os anos passem, ainda continuaremos vendo aparições da família ADE na mídia, sendo apresentados como “atletas”.

Eis um outro exemplo de SEO bem feito

Flex Wheeler.

É importante frisar que as informações contidas neste texto são apenas para simples conhecimento do leitor, não incentivamos o uso de esteroides anabolizantes. O uso errado desses óleos podem te matar, ou pior ainda. Transformar no próximo Arlindo Anomalia.

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