Quando foi que o futebol brasileiro ficou tão fresco?

O futebol brasileiro tem sofrido grandes mudanças nos últimos anos, mas essas mudanças ficaram muito mais evidentes desde o fatídico dia em que a Seleção Brasileira levou o sacode de 7×1 da Alemanha.

Bayern Munich's midfielder Bastian Schwe

Isso é um jogador de verdade e aquilo ali é uma porra dum copo de cerveja. Sabe o que é isso? A vitória!

De alguns anos pra cá, é perceptível uma “frescurização” dos nossos craques, jogadores que choram por qualquer coisa, que precisam da compreensão da torcida para conseguir jogar razoavelmente bem, enfim, jogadores frescos.

Amaral

exemplo de jogador bonito da década de noventa. Bonito é o pau no seu cu, seu merda, jogador tem é que saber jogar bola!

Enquanto o problema estava nas chuteiras coloridas e nos cabelos estranhos, estava tudo bem, o problema é que a frescura atingiu o emocional dos jogadores.

Talvez você tenha aí os seus em torno de 30 anos, assim como eu, deve ter percebido a mudança de forma bastante gritante, uma vez que teve a possibilidade de ver o tetra campeonato da seleção e, posteriormente, o penta. Aquela seleção de 94 era composta por homens de verdade, a de 2002 já estava sendo uma das últimas a honrar o país.

Se você não teve o prazer de ver uma partida de futebol de verdade, te digo, há bem pouco tempo atrás, xingar o adversário era legal, beber cerveja na arquibancada era normal e jogador provocando o adversário era divertido.

Gil

Só não vale dar o cu, né Gil? E a gente te acha preconceituoso por isso? CLARO QUE NÃO!

Com a nova leva politicamente correta, cada dia mais vemos as pessoas tentando suprimir o desejo do torcedor de xingar o outro. Filho da puta, vai tomar no cu e vai se foder ainda é normal, mas já caminhamos a passos largos para eliminar o VIADO das arquibancadas. Amigo, se você é homossexual, não me entenda mal, mas se tem uma coisa que deixa o adversário puto, é chamá-lo de viado. E não é preconceito não, é por que as práticas feitas pelos gays (ou pelo menos que o cara imagina) não é lá muito agradável para um hétero. E não adianta tentar comparar com xingamentos racistas, pois não cola, a prática homossexual é uma coisa e pele com mais melanina é outra. Não confunda atos com características físicas.

Porra, cara, me dê o direito de xingar o adversário de viado, depois nós nos abraçamos e está tudo bem. Eu não vou te achar a pior pessoa do mundo se você falar que sente nojo de chupar vagina ou que não gosta das “rachas”. É o que eu espero de um gay, não gostar sexualmente de mulheres e até zoar elas.

cerveja

bebe pela gente aí, cambada de fila da puta! Aqui no Brasil os gênios não deixam.

Beber cerveja nos estádios já foi possível, e não pense que era barato não. Assim como seria hoje, era caro pra burro e raramente alguém ficava embriagado depois de entrar no estádio, o cara no máximo entrava bêbado e mantinha a sua loucura. Como podemos ver hoje em dia, as arquibancadas ficam cada dia mais apáticas sem a “dose de felicidade” experimentada por alguns torcedores. As brigas? Ainda continuam, é claro, quem vai pra brigar, é por que quer brigar, não por querer beber.

Renato Gaúcho

o Renatão provocava todo filho da puta que jogava futebol e deve ter comido até a tua mãe

Mas o que falar da partida de futebol em si? Um verdadeiro espetáculo, espetáculo esse que começava dias antes, com a provocação dos jogadores e técnicos. Quando um jogador provocava o adversário, a imprensa fazia o seu papel e jogava lenha na fogueira da diversão, fazendo manchetes do tipo “Tirou onda!”, o que fazia o adversário responder à altura e gerar manchetes como “Fulano responde provocação de ciclano e bota fogo no clássico!”. Era legal e sadio provocar o adversário.

balada gospel

CADÊ AS PUTA? DEVOLVE O TÍTULO, CAMBADA!

Hoje em dia a imprensa faz um papel inverso, tenta botar panos quentes nas provocações e não pensa duas vezes antes de fazer manchetes do tipo “Pegou mal!”, quando um jogador enche o saco do outro. O linchamento virtual dos torcedores é um show à parte. Aparentemente não é mais tão legal botar pilha no adversário, legal mesmo é a frieza e a falta de emoção. Já perceberam como tem sido raro um jogador ficar puto com uma derrota?

E os jogadores? Ah, as estrelas do esporte, as pedras preciosas do espetáculo, esses mudaram DEMAIS!

viadage

A torcida do Corinthias não esperava tamanha viadage, Emerson, este foi 1 duro golpe

Não era raro um time ter jogadores que goleavam dentro e fora de campo, meter a rola nas menina já foi moda, ir pra balada e fazer gols no dia seguinte era comum. Acho que o nosso último bad boy do tipo foi o Romário. Hoje em dia, a moda é ser virgem, fazer careta e postar textos imensos de desculpas nas redes sociais, para angariar curtidas e elogios que não trarão canecos.

Odvan

Tá vendo esse sorriso largo, seu filho da puta? Esse sorriso já botou tristeza na cara de muito atacante folgado! METIA MEDO ATÉ NO TEU PAI SE VOCÊ DEIXAR!

Zagueiros não aceitavam derrotas e ficavam putos quando falhavam. Diferente da nossa chorosa zaga, o Brasil já contou com muitos defensores que tinham o lema claro: PASSA O JOGADOR OU A BOLA, NUNCA OS DOIS! Hoje em dia, passa a bola, o jogador e a vontade de vencer juntos.

David Luiz

não desculpo nada, chorão do caralho! EU AMO VENCER!

Quem lembra de quando o Brasil perdia de 1×0 para verdadeiros esquadrões e mesmo assim a torcida ENCHIA O SACO do técnico e dos jogadores? Hoje em dia, perdemos para seleções inexpressivas e engolimos discursos que reforçam que “não existe mais bobo no futebol”. A verdade é que enquanto estivermos acostumados com as derrotas, os bobos do futebol seremos nós.

Tire a sua frescura do nosso esporte, futebol ainda é coisa pra macho!