Flanelinha se dá mal e é condenado por extorsão em São Paulo

Flanelinha é aquele câncer urbano que inunda as nossas ruas diariamente para extorquir os brasileiros. Verdadeiros sequestradores da sua paz, os cuidadores de carro usam carros como seus reféns, carros que normalmente foram comprados com anos de trabalho e suor.

flanelinha

A prática de cuidar do carro dos outros por dinheiro é legalizada em Belo Horizonte, Brasília e São Luís

Todo mundo conhece uma história de algum flanelinha que fez uma arte pós-moderna utilizando-se de uma pedra ou pedaço de ferro para rabiscar um carro, verdadeiros bandidos, em sua maioria (tem uma meia dúzia de tio legal).

A Justiça de São Paulo manteve esta semana a condenação de um cuidador de carros que “trabalhava” em São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo, pelo crime de extorsão. O bandido deverá prestar 1 ano e 4 meses de serviços para a sociedade e pagar uma multa.

Segundo a denúncia, o bandido abordou a vítima que estava estacionando o seu carro em uma rua e pediu dinheiro para que o veículo pudesse ficar ali. Como o motorista negou-se a pagar, o cuidador de carros afirmou que iria estragar o carro e que não adiantava ele estacionar em outro lugar, afinal, ele tinha marcado a placa do veículo.

“A ameaça foi dirigia à obtenção de vantagem econômica o que caracteriza crime mais grave, justamente o crime de extorsão, pelo qual o réu acabou condenado. Tanto assim o é que, caso a vítima resolvesse se retratar, e remunerar o réu com alguma vantagem econômica, atendendo assim à ‘extorsão’, a questão estaria resolvida, poderia ela deixar o seu veículo estacionado na via pública, tranquilamente”, afirmou o relator Euvaldo Chaib Filho. O voto foi acompanhado pelos desembargadores Ivan Sartori e Camilo Léllis.

Punir um flanelinha já é um começo

A punição de apenas um agente extorsivo desses pode ser pouco, mas já é um começo. Sabemos que a prática é comum e que na maior parte das vezes, eles se aproveitam de idosos e mulheres sozinhas ou com crianças pequenas para intimidar e conseguir cifras maiores.