A Skol tem recebido muitas críticas por conta dos seus comerciais “lacradores”, mas a verdade é que os empresários estão certos em militar politicamente.

Skol

Com as cervejas artesanais e as cervejas de puro malte tomando o gosto da população, restou à AMBEV apelar para o que sempre fez de melhor, afirmar que é uma cerveja descolada, atingindo em cheio o público jovem.

O “lacre”, gíria comumente usada por adolescentes para descrever uma afirmação irrefutável do ponto de vista político com viés de justiça social, é usado nos comerciais da Skol para descrever situações onde pessoas ditas ultrapassadas são refutadas por pessoas consideradas modernas.

Lembrando, do ponto de vista da empresa.

Em momento algum o comercial cita a qualidade da cerveja supracitada e não é à toa, eles nunca fizeram isso, pois sempre foi claro que a ideia era agradar os paladares que estavam saindo do Nescau e migrando para as bebidas alcoólicas.

Pessoas que conhecem minimamente cerveja costumam escolher outras marcas que não a Skol.

Música, festas e relacionamentos já foram o mote da marca, mas isso era relevante para os jovens na época, diferente de hoje, em que ter alguma bagagem política é considerado cool.

Por mais rasos que sejam os pensamentos desses jovens, eles são potenciais máquinas de renda para a AMBEV e futuros formadores de opinião.

O adulto de 30 a 40 anos que fala bem da Skol hoje é o mesmo que foi incentivado a levar sempre esta cerveja para os churrascos de 10 anos atrás.

Se você é fã da marca e ficou triste com esta situação, relaxe e espere a onda passar, afinal, são só negócios.

Este domingo foi bem mais triste para os motoristas de uma Ferrari e de um Volkswagen Jetta que dirigiam pelo bairro Alto da Glória, em Curitiba.

Ferrari

O acidente aconteceu próximo ao estádio Couto Pereira, do Coritiba, clube rebaixado para a série B neste ano.

O barulho da batida chamou a atenção de alguns moradores e quando vários outros descobriram que um dos veículos era uma “vermelha”, os curiosos aumentaram.

O veículo Jetta atingiu de frente a lateral da Ferrari, que ficou bastante avariada.

Após a batida, os motoristas conversaram entre si e retiraram da via o Jetta e a Ferrari, com placa de Balneário Camboriú.

Uma dessas não é barata

O modelo dela parece ser o 458 Italia, que encontramos por menos de um milhão em um site de venda de carros.

Todos os outros variavam entre um milhão e um milhão e duzentos mil reais.

Já podemos imaginar quem saiu do carro gritando “CADA UM PAGA O SEU!”, não é?